O Adestramento para a guarda e o Fila Brasileiro
Alessandro Frankie Borges Ribeiro
O fila brasileiro é um cão de trabalho e como tal,traz impulsos inatos,que devidamente canalizados melhorarão o seu desempenho nas mais variadas funções,
sobretudo na missão de proteger sua matilha(proprietário e família) e território.Para tanto,faz-se mister,que desde filhote(o ideal) seja feita uma boa socialização,
bem como familiarização do cão com situações e ambientes insólitos,iniciando-se,pari passu,a apresentação do figurante, o ensinamento de uma correta mordida,
etc.
As avaliações de temperamento realizadas por clubes,das mais variadas raças,são imprecindíveis para a manutenção e evolução das mesmas,nas funções
de guarda e desportos,de um modo geral.As raças mais utilizadas em atividades de polícia e competições cinotécnicas,tais como Malinois e Pastores Alemães,são
trabalhadas desde a mais tenra idade,independentemente do alto nível de qualidade do temperamento da ninhada.Ou seja,aquele axioma que diz: "o que é bom
nasce feito",na cinotecnia,não é absoluto.
Os criadores de raças competitivas como as supra citadas,denominam esse trabalho de:IMPRINTING,que nada mais é,do que uma apresentação do mundo ao
filhote.Valendo salientar,que o imprinting vai até,no máximo,as dezesseis semanas de vida do mesmo.Por isso que,não raras vezes,encontramos no you tube,
vídeos de encher os olhos,de ataques lançados de Pastores,sejam alemães,belgas(malinois) ou holandêses,tanto em competições como em ações reais ou de
treinamentos policiais.
Aos olhos de alguns criadores fileiros mais conservadores,os entendimentos acima não se aplicam à magnifica raça Fila Brasileiro,o que é uma pena.Uma
vez que esses valoros cães merecem estar entre os melhores,voltados ao trabalho de guarda,especificamente.Não deixando a desejarem a nehuma outra raça
mais comumente difundida pelos órgãos de segurança mundiais.Um fila bem trabalhado é um cão extremamente leal que,de maneira justa,tem potencializado
e devidamente controlado,seus impulsos destinados à segurança,seja ela pública ou privada.
A partir do momento que houver uma reflexão e trabalho,nesse sentido,não veremos mais,de maneira lamentável,cães refugando em avaliações de
temperamento dos clubes.É muito triste ver um proprietário,todo orgulhoso,conduzir seu fila para a avaliação,e retornar cabisbaixo para casa,ao ver seu
amigão refugar,após as investidas dos figurantes.E mais triste ainda,será isso acontecer em uma situação real,diante de um infrator da lei,o que poderá custar
uma vida do proprietário e família.